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18.11.10

"Chegou encomenda para você!"

Quando cheguei em casa, na terça-feira, o porteiro me entregou esse saco de ráfia. Parece saco de batata. Eu já imaginava o que havia dentro, mas estranhei um pouco porque, da outra vez, veio numa caixa. Confesso que a embalagem inusitada teve o poder de aguçar minha curiosidade por algo que já sabia o que era.

Fiquei imaginando diversas pessoas, em diferentes etapas do processo, carregando esse saco nas costas, talvez sem saber que o que havia dentro poderia ser danificado se fosse muito maltratado. Se fosse só um pouco, não teria problema.


Abri o saco e lá estava a caixa, igual a outras que já recebi em ocasiões anteriores. Minha suspeita se confirmou, era o que eu esperava. Fiquei muito contente. Estava previsto só para 1º de dezembro! Meio mês de antecedência, que maravilha! Por isso que é sempre bom a gente dar prazos maiores, por segurança. Assim as pessoas ficam felizes quando conseguimos adiantar o combinado. O contrário é que não dá: passar um prazo muito apertado, que não poderá ser cumprido, frustrando a outra parte.


Abri a caixa ansiosa e lá estavam eles, meus tesouros: The costume history, da Taschen, e Visual identities, uma versão em inglês do livro de Jean-Marie Floch. Preço de tudo: 77 dólares, com o frete, na Amazon.com.


A chegada desses livros, despretensiosamente entregues em um saco de ráfia, animaram minha terça-feira!

12.7.10

Coleção Primavera/Verão 2010/2011 Passé Composé

Hoje foi a minha banca no curso de Design de Moda do Centro Europeu. Tirei 90!

Independente de nota, foi uma experiência maravilhosa. Em 4 meses de curso, com aula quase todos os dias, aprendi muito. Sei como planejar uma coleção, conheci um pouco mais sobre tecidos, aprendi a modelar, costurar e desenhar croquis.

Não vou abrir uma loja e nem uma confecção (talvez comece uma grife de acessórios...- falta arrumar o blog), mas pretendo usar esse conhecimento de duas maneiras:

1) para que eu possa explorar meu lado criativo também na parte de vestuário, criando e modificando minhas próprias roupas;

2) para me especializar no atendimento de clientes da área de moda.

Aqui está a apresentação que fiz hoje. Ela é um resumo do trabalho destes 4 meses e pode ser interessante para quem pretende fazer o curso. Dá uma boa ideia do conteúdo e do resultado final do processo.


29.4.10

Tendências para 2010/2011

Entre as aulas da faculdade e os jobs de redação, vou tentando dar conta dos trabalhos do curso de Design de Moda. Na segunda etapa do Planejamento de Coleção tivemos que pesquisar as tendências para a primavera/verão e escolher looks de estilistas famosos que têm a ver com nosso público alvo e tema.

Bom, pesquisar tendências não é bem o termo correto. Na verdade, a WGSN já faz isso prá gente e divulga as informações mais básicas em videos superbacanas disponíveis no Youtube. Grandes empresas do mundo inteiro, na área de moda, cosméticos e varejo, contratam os serviços de cool hunter e análise de tendências da WGSN. Uma vez, em uma das agências onde trabalhei, fizemos uma cotação do serviço. Era algo em torno de USS 25 mil por ano.

Mas pelo módico preço de assinatura da sua conexão de banda larga você pode consultar os vídeos abaixo e ver que as tendências giram em torno de um resgate da história, do modo de vida simples e das experiências sensoriais. As imagens são saturadas, em baixa resolução e muito coloridas, lembrando as fotos da lomografia. E é incrível como percebemos estas questões nas coleções apresentadas no hemisfério norte em setembro e outubro do ano passado, com as propostas para a primavera e o verão que começam a dar as caras por lá.

A imagem abaixo é da minha prancha de representação de tendências. Gostei muito do uso do preto no verão e eventualmente das roupas bem coloridas. Os looks da Chanel trazem um country chique, que inclui uns horríveis tamancos, mas que se redime com detalhes muito românticos e sensuais como tirinhas na coxa, flores e sandálias com amarrações que sobem quase até o joelho.



Jean Paul Gaultier apresentou uma coleção baseada no México, e um dos looks lembra muito os nossos cangaceiros.

Stela McCartney e Emanuel Ungaro, nos looks que escolhi, trabalham praticamente com a mesma paleta de cereja e laranja e formas estruturadas.

Essas análises ainda são bem cruas, porque falta elaborar o texto que relaciona as macrotendências, as microtendências e os estilistas que escolhi. Mas isso fica para depois.










29.3.10

Público-alvo de uma coleção





Hoje, no curso de Design de Moda, tivemos aula de Planejamento de Coleção. O tempo foi destinado para a confecção de uma prancha que representasse visualmente o público-alvo da coleção que precisaremos desenvolver como projeto final.

É claro que, ao pensar em um público, acabamos colocando muito da gente mesmo. E apesar de estar acostumada a lidar com o conceito de público alvo (em marketing e em publicidade), aqui é um pouco diferente. Tenho que pensar no público da minha própria coleção. Hehehe, é duro ser cliente...

A imagem acima é da prancha que eu fiz hoje durante a aula, já aprovada pela professora. E abaixo está o texto que descreve meu público. Será que conseguirei criar looks que combinem com essa mulher?


***

Público-alvo


Ela é uma mulher com idade entre 25 e 35 anos, que mora em bairros próximos à região central de Curitiba. Por critérios econômicos, pertence à classe B. Tem educação superior, dá bastante valor à vida profissional e está satisfeita com seu trabalho. Ganha o suficiente para uma vida confortável, mas não esbanja. Consome com moderação e faz compensações no seu orçamento para ter acesso a alguns luxos.
Seus valores são sólidos. É conservadora em algumas coisas e ousada em outras. É casada ou já teve um relacionamento sério, ainda não tem filhos ou, talvez, apenas um filho pequeno. Prefere uma conversa no boteco do que balada, adora comer fora, frequenta atrações culturais de qualidade. Inteligente, antenada e bem informada, gosta de boa música, bons filmes e bons livros, sem restrição de estilo, desde que não sejam óbvios ou superficiais. 
É engajada, mas não muito atuante. Por isso, busca formas de contribuir socialmente dentro das suas possibilidades. Separa o lixo, apaga a luz, não desperdiça água, detesta ver a mulher subestimada, banalizada ou representada como objeto sexual.
Gosta de ser criativa na hora de se vestir, por isso rejeita looks prontos de vitrine. Não é fashion victim e nem fiel à uma só marca. Prefere escolher roupas em diversas lojas e inclui em seu guarda-roupa algumas peças herdadas da família e outras compradas em bazares e brechós. Por conta de seu estilo, seu trabalho e seus valores, prefere composições mais básicas e discretas, mas busca sempre um toque que a diferencie das outras pessoas ou que confira uma certa sensualidade.
Seu nome é equilíbrio, suas inimigas são a obviedade e a previsibilidade.


Entrando na moda

Um dos motivos que me fez optar por trabalhar como freelancer foi a possibilidade de gerenciar meu tempo e, com isso, poder fazer coisas que eu gosto. No início do ano passado voltei a fazer natação e me matriculei no curso de Customização e Estilo do Solar do Rosário, com o professor Eloir Junior. Foram duas das melhores coisas que já fiz na vida.

O curso de customização trabalha com moda e com técnicas manuais, e foi isso que me atraiu. Durante 4 meses aprendi a fazer flores com retalhos de tecido, modifiquei roupas usando cola de silicone, personalizei umas camisetas para meu marido usar nos shows da sua banda. Mas o principal foi a oportunidade que dei a mim mesma de aprender coisas novas.

Descobri que queria saber mais sobre moda. Não exatamente essa moda de revista, do tipo "o que está na moda", mas a moda como indústria e como linguagem. O universo passou a conspirar a meu favor e fiz um freela para o lançamento de uma nova grife, a Miss Basic. O trabalho começou no ano passado, mas agora é que os materiais publicitários estão saindo (veja abaixo). E assim, fui me entranhando ainda mais no assunto.

Neste ano, decidi investir alto (tempo e dinheiro) e me matriculei no curso de Design de Moda do Centro Europeu. Tenho aula praticamente todos os dias, a manhã inteira. Tem nota, chamada e lição de casa para fazer. Estou cansada, mas estou amando.

Confesso que ainda não sei muito bem o que vou fazer com isso. Em curto prazo, desenvolver conhecimento e repertório para trabalhar como redatora para empresas de moda. No médio e longo prazo, quem sabe?

Peças criadas para a Miss Basic


Site - texto sobre tendências



Look Book - título conceito


Look Book - texto conceito



17.3.10

Uma noite no desfile de moda


No fim de fevereiro teve Paraná Business Collection aqui em Curitiba. Assisti ao desfile do Fábio Bartz, que tem peças à venda na Galeria Lúdica. Acabei me inspirando e escrevi um texto para o Digestivo Cultural. Para ler, clique aqui.